Windows Seven: Ainda é um Windows. Que bom!

Quem leu meus últimos posts a respeito do Windows Seven percebe que eu faço duras críticas a este Sistema Operacional, e poderia com toda razão me questionar: “Puxa, se o Windows Seven é assim tão ruim como você tem postado, porque então você não muda de sistema operacional? Porque você ainda continua usando um sistema operacional do qual você fala mal sendo que existe tantas alternativas por aí?

Bem, antes de mais nada, ele tem sim boas características. Dentre as principais, está o fato de que ele ainda é um “Windows”, e traz consigo uma parte da boa herança do passado. A maioria dos sites que falam do passado do Windows esquece das vantagens e foca apenas no “travamento” do Windows, o que já não ocorria no Windows XP. No máximo, um determinado programa travava, mas sempre era possível retomar o uso do PC sem ter que reiniciar. Também é bem verdade que o que vou falar aqui vale para o Windows Seven em sua versão professional, mas mesmo as versões Starter e Home Edition possui boa parte destas características, apesar delas, para mim, não atenderem. E diferente da corrente atual que diz que temos que “colorir a interface gráfica”,eu tenho uma preferência justamente contrária, preferência esta que explorei no Windows Seven e descobri o seguinte:

  • Ainda é possível rodar programas mais antigos, como alguns que foram feitos para windows 3.11, windows 98 e seguintes. E mesmo se algum programa se mostrar completamente incompatível, basta a instalação da máquina virtual da microsoft com Windows XP, para que programas antigos incompatíveis rodem no windows Seven.
  • Ele sofreu vários avanços gráficos até muito interessantes, mas quem prioriza praticidade, pode ainda optar por deixar o windows com “cara de Windows 98”, o que economiza memória, aumenta consideravelmente a performance e o deixa compatível com programas mais antigos. Ou seja, ele consegue agradar todos os gostos de usuários, desde o anseio por inovação dos novos usuários, até a necessidade de padronização e compatibilidade necessária aos antigos usuários.
  • Os atalhos usados para acessar os recursos do Windows permanecem, novos atalhos foram incluídos, o que aumenta a praticidade na navegação via teclado. Quem trabalha com notebook (e netbook) e ainda por cima trabalha com programação sabe que o mouse as vezes fica encostado no canto, e neste caso ter atalhos é muito importante.
  • A opção de miniaturas foi amadurecida e permite ajudar o nível de zoom de forma personalizada. Assim, é mais fácil definir um tamanho de visualização de ícone que nos atenda melhor.
  • A suíte de ferramentas integradas melhorou muito: O Wordpad ficou bem parecido com o Word, do pacote office; O Paintbrush ficou mais atratívo, com zoom mais inteligente; O windows Movie Maker agora funciona bem; A calculadora do Windows agora tem modos: Científico, programador, estatistica e padrão ; Existe o serviço de fax e scanner, que agora funciona de verdade; O Notepad ganhou um rodapé, que se for habilitado, permite ver a linha e a coluna do cursor; Existe uma ferramenta para quem tem tela toutch screem; Dá pra usar o diário do windows;
  • Pude instalar, até o momento, todos os aplicativos freeware que me acompanham ao longo dos anos, sem problemas, como o IrfanView, Mp3 Direct Cut, GIMP, Virtual Dub, C Cleaner, Google Earth, enfim, como disse, ele ainda continua fazendo o que sempre fez, e isso é o que eu mais valorizo em um computador Pessoal;
  • O Conjunto Hardware+Software normalmente custa bem menos que um Mac equivalente. Mesmo reconhecendo que os produtos da apple são em certo ponto (Vejam bem, eu disse CERTO PONTO) de boa qualidade, é aquele negócio: É bom, mas tem seu preço.  Quem não pode pagar caro, vai de barato mesmo, até porque, até então, me atende muito bem.

       Se você estiver exclamando: “Puxa, mas essas é que são as ‘vantagens’ que ele enchergou no Windows Seven?”, você talvez não tenha entendido o ponto de vista que eu defendo: Muita gente tem computador como uma coisa “bonitinha” para se divertir ou mesmo passar o tempo, e no meu caso, eu o tenho como ferramenta, e ferramenta não tem que ser bonita, tem que ser prática! Hoje em dia me assusta ver que cada dia mais temos processadores com mais núcleos, mas mesmo assim eles não dão conta dos novos recursos, justamente porque hoje em dia boa parte do processamento é gasto com “beleza” e “perfumaria” da interface gráfica do Sistema operacional. Não usamos o computador como há anos atráz, como um centro de processamento de dados. Eu vejo um computador como uma ferramenta cientifica, não como um “adorno”, e por este ponto de vista, é importante que ele seja compatível com o que já fizemos. Claro que eu também aproveito o fato do computador ter se tornado uma “máquina-faz-tudo”, por exemplo, neste exato momento que redijo estas linhas, meu player está reproduzindo uma música, conectado à internet, baixando meus emails, ou seja, eu também uso o computador como lazer.  As vezes, eu o uso até como estação de jogos. Mas quando quero usar ele para uma atividade séria e profissional, quero ele processando a informação rápida, e não “desenhando” transições e fazendo suavizações de canto de tela.

     Outro fato que deixo claro é que mudança por mudança é “moda”, e eu não sigo a moda. A medida que um recurso se mostra interessante, prático e útil, eu vou aos poucos passando a usar. Não faz sentido usar um recurso “só porque é bonitinho”. Eu ainda uso o “alt+tab” antigo, não uso o recurso de “pinar” um ícone na barra, ainda uso o “Quick Launch” (aquele local onde ficavam os ícones do word, excel, e outlook) porque acaba que era exatamente isso que o quick launch fazia, mas poucos sabiam como fazer, e eu sei como fazer, só isso. E eu admito: A nova forma de trabalhar os programas com a interface “ribbon”, apesar de facilitar o uso dos programas pelos novos usuários, está forçando os usuáriuos mais antigos a ter que reaprender a usar o computador.

     O Windows Seven ainda pode ficar 10, pois existe uma coisa que “incomoda”: O excesso de incompatibilidade de drivers. Eu já postei isso no passado e volto a insistir: Tem muito wardware sendo “obsoletado” pelo Windows Seven, e isso é um absurdo nos dias de hoje,  onde lutamos por diminuir o descarte de equipamento que ainda funcionam e nos atendem perfeitamente, o que reforça o obsoletismo. Eu sei que isso vem do fato de que várias coisas mudaram no coração deste Sistema Operacional e da nova política da Microsoft de fiscalizar os drivers desenvolvidos por terceiros, pois uma das coisas que mais queimou a reputação do Windows foram os drivers mal feitos fornecidos por terceiros, mas deveria ter alguma forma da pessoa optar por usar um driver antigo, mesmo “não certificado”, como era no Windows XP, porque isso as vezes é necessário, e os fabricantes de equipamentos antigos não irão reescrever os seus drivers para os equipamentos mais novos. E finalmente, para os adeptos a  Mac: Mac não trava não é porque ele é assim tão bom, é porque quem desenvolveu o hardware, o sistema operacional e os periféricos, são pessoas da mesma empresa. Queria ver se a Apple tivesse que trabalhar com os vários fabricantes de hardwares internos de terceiros, se o sucesso do MAC seria o mesmo (pendrivers, impressoras e equipamentos “removíveis” não contam). Acredito que não. Ainda teremos mais uns 10 a 14 anos para trabalhar com esta nova versão do Windows, e com isso, teremos ainda algum tempo para nos adaptarmos à estas novas características. E até lá, vamos indo de Windows Seven.

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2 Respostas to “Windows Seven: Ainda é um Windows. Que bom!”

  1. mesummerTHE ILLUMINATI Says:

    QUAL O ATALHO QUE SE DIGITA NO EXECUTAR PARA O “Fax e Scanner do Windows”???? HEHE

    • clebermag Says:

      Depende da versão do Windows. No Windows Seven e no Vista, apenas as versões Professional, entreprise e ultimate tem este recurso, enquanto no Windows XP temos o acesso via menu Iniciar. Mesmo assim, não conheço o atalho de teclado ou comando do menu Executar para o caso de quando o sistema tem este recurso.

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