Informações dos arquivos na barra do explorer

junho 18, 2011

Bom, gastar um post com isso é muito por um pequeno detalhe, mas dizem que são os detalhes que fazem a diferença, não é mesmo? Pois bem, eu tenho usado o Windows XP e o Windows Seven em duas máquinas que possuo, e tem uma coisa que está fazendo uma grande falta no Windows Seven: As informações do arquivo na barra de status do Explorer.

No Windows XP (e anteriores), ao navegar nos arquivos das pastas, quando um arquivo era selecionado viamos detalhes das propriedades do arquivo selecionado na pasta especifica. Isso economiza muito processamento e HD, uma vez que o sistema operacional precisa ler apenas as propriedades do arquivo selecionado, ao invés de ler todas as propriedades de todos os arquivos, ao listar os arquivos das pastas.

Diferenças entre a barra de status do Explorer - Windows Xp x Windows Seven

Diferenças entre a barra de status do Explorer - Windows Xp x Windows Seven

Agora, tenho que mudar a forma de exibição dos arquivos da pasta para “exibir propriedades” de forma a conseguir ver as propriedades de todos os arquivos, o que pode gastar tempo em uma pasta com muitos arquivos.


 P.S. Reedito este post em 29-08-2011 para informar que existe o programa “Classic Shell“, que habilita este recurso no Windows Seven.

Roubo de Carros e Pátios dos detrans – Um caos que começa na impunidade, passa pelo descaso e termina no caos.

junho 12, 2011
Deltahes uno HFC7257

Uno roubado em 04-11-2009. Até hoje, nem sinal dele….

Quem já teve algo roubado, ou principalmente, um veículo furtado/roubado, sabe do que eu irei falar aqui.

A cena é a seguinte: Você, com seu veículo, comprado com suor, as vezes com prestações a pagar, estaciona seu carro em um local, e quando volta, tem o dessabor de não ver o carro no lugar onde o deixou estacionado. Podem haver várias situações. No meu caso, a “queda em sí”  foi até rápida, já saquei o celular do bolso para fazer o comunicado de ocorrência do roubo a polícia, mas em alguns casos, a pessoa leva alguns minutos para entender que sim, ela foi vítima de um roubo de carro. Pode ser que tenha seguro, pode ser que não fez um seguro por falta de tempo/dinheiro (meu caso), e já de cara, você tem o dessabor de ter que passar horas na delegacia para fazer uma ocorrência e tem ainda que voltar pra casa à pé.

Os dados são alarmantes: No Brasil, cerca de 6,3% dos veículos segurados são furtados segundo pesquisa da Correcta Seguros, e o fator é maior se incluirmos os veículos não segurados. Em média, podemos dizer que 1 em cada 10 veículos será roubado um dia. Ironicamente, no momento que eu escrevo este post, meu amigo me manda mensagem dizendo que o carro dele foi arrombado, deixo aqui registrado como exemplo prático de que não é tão incomum assim a ocorrência de furtos e roubos de veículos (obs. Furto é diferente de roubo, o furto é o que é feito à mão armada, roubo é o que o ladrão leva quando a pessoa  não está por perto).

Mas, como  já existem vários sites falando sobre o assunto, e pensando que é melhor postar idéias para melhorar o sistema a chorar a perda, comentarei apenas as perguntas que ficam sem resposta por mim, desde que tive o desprazer de ter um veículo roubado:

1) Porque existe, na ocorrência, um item que pergunta se o carro tinha seguro ou não? Todos os carros roubados, segurados ou não, não deveriam ter o mesmo tratamento perante os órgãos de segurança?

2) Como pode um carro, um bem de tamanho “considerável”, ser dificilmente encontrado pelos policiais?

3) Como podem haver desmanche clandestino? O simples fato de um desmanche não ter alvará já não é crime por sí só?

4) Porque não existe um banco de dados dos veículos apreendidos nos diversos pátios espalhados pelo Brasil? Até existem iniciativas assim, aqui em Minas Gerais e no Rio de Janeiro existe o “Patio Seguro”, com um banco de dados próprio, mas somente atendem à regiões metropolitanas. Se os pátios são gerenciados pela polícia, e existe o site da polícia rodoviária federal, este poderia ser o mecanismo de unificação dos registros…

É sabido de todos que existem diversas máfias quando o assunto é “carro”. Considerando que no Brasil ninguém exige nota fiscal, ninguém se importa com a procedência do produto, que “preço é tudo” e que nossos oficiais de polícia tem uma remuneração que incentiva o seu corrompimento, temos então um cenário propício à criminalidade, onde quem perde sempre é o cara honesto.

Mas, em meio a tantos interesses, algumas idéias que tive poderiam pelo menos amenizar a situação, o que poderia também resolver alguns problemas do estado bem como colaborar c0m as pessoas honestas que foram prejudicadas com roubos. Eis umas idéias que acredito serem de comum interesse do estado e de nós, cidadãos, que tivemos nossos bens furtados:

1) Criação de um banco de dados nacional para veículos apreendidos e em pátios, contendo placa, chassis, dados de placa do motor, local e data de entrada do veículo. Uma taxa única poderia ser cobrada de quem quer ter acesso a este banco de dados, sendo que esta taxa é que iria manter o banco de dados. E uma vez cadastrado, o usuário que já tiver pago tal taxa poderá ter acesso sempre que quizer, sem novo custo de acesso.

2) Prioridade de venda de veículos a cidadãos que tiveram seus veículos furtados. Se a pessoa teve um veículo furtado que não foi encontrado, a preferência em um leilão de veículos seria dela. Em um leilão de veículos, lances maiores somente poderiam ser dados caso não houvesse nenhuma pessoa cujo veículo tivesse sido roubado interessado em adquirir determinado veículo leiloado; Isso, além de acelerar a desocupação dos pátios dos detrans, serviria de compensação pelos prejuízos que a pessoa roubada teve.

3) Pena para quem roubar um veículo: Trabalho forçado na cadeia, para que o ganho de seu trabalho seja revertido para a recuperação do bem roubado (esta lei poderia ser aplicada a quaisquer roubos…).

4) Maior fiscalização de desmanches;

5) Obrigatoriedade da fábrica de automóveis a manter a produção de peças de reposição durante um prazo de pelo menos 15 anos (ou mais), pois atualmente este prazo é de apenas 5 anos.

Enfim, são medidas extremamente simples, mas que minimizaria os problemas causados pelo furto de veículos. E no mais, não mecheria na “infra-estrutura” montada hoje.

Por Clebermag

Transtorno Bipolar do Humor: Realidade ou Viagem de psicólogo?

junho 4, 2011

        Escrevo este comentário após minha mãe ter comentado comigo que eu poderia estar com este tipo de transtorno, uma vez que, segundo ela, eu apresentava alguns sintomas desta doença psicologica.
        Honestamente, não sei se eu tenho ou não este distúrbio, obviamente, se eu o tiver, seria esperado que eu negasse tal fato. Mas, lendo os sintomas, e cogitando a hipótese de que eu realmente tenha este distúrbio, eu penso comigo: Bom, pode ser que realmente eu tenha este distúrbio. Mas o que faria uma pessoa que trabalha, faz engenharia, tem quer dar atenção à mãe, à namorada, aos familiares, tem que estar antenado às tecnologias que existem (pois trabalho com eletrônica, a cada momento uma nova tecnologia surge e temos que “aprendê-la”), que ainda assim bloga (justamente para tentar desestressar um pouco),   enfim, como reagiria uma pessoa “normal” sob as várias pressões vindas de várias partes da sua vida? E o que então seria “normal” para estas situações? Acho que, no mínimo, as reações seriam as mesmas, simplesmente porque amigos meus da faculdade nas mesmas condições dizem que passam pelos mesmos problemas. Estariamos então diante de uma epidemia de transtorno bipolar causado pela vida de estudante de engenharia trabalhador? Talvez… Talves devessemos então impedir que as pessoas não trabalhem e façam Engenharia pois isso gera transtorno bipolar do humor… Mas eu, como futuro Engenheiro, não consigo ver algo de errado, vejo apenas uma relação de causa-consequência. Se me xingam, o “normal” é eu ficar chateado, não é um “transtorno de chateatisse aguda” e se me tratam bem, o “normal” é eu tratar a pessoa bem também, o que também não é um “transtorno de tratamento excepcional”. Podemos nos esforçar para tratar bem alguém que nos chateie, da mesma forma que as vezes tratamos mal as pessoas sem querer,  mas em ambos os casos a ação normalmente é consequência da situação que passamos no dado momento, pelo menos do meu ponto de vista. Sempre descofio que a psicologia as vezes “viaja” em suas deduções, porque, não raramente, vejo algo “normal” passar a ser tratado como uma “doença psicologica”, e pior, quando num programa de TV o leigo é orientado a  indicar seus familiares “problemáticos” à especialistas, não raramente esta orientação falha ao não informar que nem todo caso particular de reação à uma situação é um estado esquisofrênico por si só.

        Espero que este comentário registrado aqui sirva para que outras pessoas que tenham tal diagnóstico detectado por uma pessoa que viu uma reportagem em algum lugar, possa expor sua opinião e para que este conceito seja bem definido.  Acho que é por isso que a nossa sociedade atual é tão acomodada, pois a melhor maneira de dominar aqueles que questionam o sistema é o chamar de louco, não é mesmo? (Acho que neste texto coloquei todas as características de um transtornado bipolar do humor… rsrs) E somente postei este comentário aqui porque foi o primeiro lugar onde encontrei uma oportunidade de expor meu ponto de vista, para que fique registrado, antes de, quem sabe, me tratarem como louco…

Cleber Magalhães

P.S. Se algum psicólogo achar que este texto tem traços de um “transtornado bipolarmente do humor”, e quiser me fornecer uma consulta gratuíta de diagnóstico, entre em contato comigo.  Eu realmente posso estar errado, afinal, assunto de psicologia não é o meu forte, creio que um especialista está devidamente embasado para dar um diagnóstico, e  aceito que a hipótese de estar errado é uma possibilidade real, e se realmente eu for convencido de que preciso de ajuda, porque não pagar?  Mas acho que não é nada que um simples descanso não cure, e não há nada que altere mais o humor de uma pessoa do que alguém dizer que você tem um problema e ainda por cima cobrar por dar esta “informação”.

Antivirus: Esse mal necessário

junho 3, 2011

Hoje, ao ligar o computador, meu antivirus (o AVG) me lembrava que a licensa havia expirado. Paralelamente a isso, recebí uma mensagem de “computador sem memória disponível”, aliado a uma lentidão sem sentido. Como o antivirus estava desatualizado, decidi simplesmente desinstala-lo, uma vez que todos os “autoruns” e processos automáticos estão desabilitados no meu Pc, e todas as atualizações críticas estão instaladas. O que percebí é que a máquina, que estava “lenta”, de uma hora para outra recuperou todo o vigor de quando eu a tinha adquirido. Me fica a pergunta: Todo este automatismo dos computadores, com softwares se atualizando sem nos perguntar, com conteúdos sendo executados automaticamente, será que não há um exagero? Aliás, eu afirmo: Há sim um exagero. Não estou falando que não deva haver automatismos nos sistemas operacionais, pois eles tem a sua utilidade. Mas o controle destes automatismos devem ficar sempre nas mãos do operador. Não há justificativas para os applets e plugins dos browsers terem “furos”, simplesmente porque a execução dos mesmos deveriam ser sempre vinculados a uma habilitação por parte do usuário.

Sinceramente, não sei quanto tempo ficarei sem antivirus instalado no PC. Mas honestamente, devo dizer que antivirus é um tipo de software que se pensarmos bem a fundo, não faz sentido existir, uma vez que se existe furos no sistema operacional, eles devem ser corrigidos, e se algo tenta acessar dados do meu PC, eu tenho que sim ser questionado a dar ou não a autorização para tal. Antivirus não deveria ser uma ferramenta de scan de PC, e simplesmente uma ferramenta al qual eu submeteria meus arquivos suspeitos. E usuários de MAC: Não se iludam, vocês estão ficando tão vulneráveis  ou mais quanto os usuários de PC em relação a virus, já que justamente o mito de que MAC não pega virus e o fato de que usuário de MAC normalmente apenas usa o PC, sem saber como configurar, fazem com que vocês abram e m,antenham abertas as portas para os virus.

Sonho com um dia poder usar o PC sem me preocupar com antivirus…

Windows Seven: Ainda é um Windows. Que bom!

abril 26, 2011

Quem leu meus últimos posts a respeito do Windows Seven percebe que eu faço duras críticas a este Sistema Operacional, e poderia com toda razão me questionar: “Puxa, se o Windows Seven é assim tão ruim como você tem postado, porque então você não muda de sistema operacional? Porque você ainda continua usando um sistema operacional do qual você fala mal sendo que existe tantas alternativas por aí?

Bem, antes de mais nada, ele tem sim boas características. Dentre as principais, está o fato de que ele ainda é um “Windows”, e traz consigo uma parte da boa herança do passado. A maioria dos sites que falam do passado do Windows esquece das vantagens e foca apenas no “travamento” do Windows, o que já não ocorria no Windows XP. No máximo, um determinado programa travava, mas sempre era possível retomar o uso do PC sem ter que reiniciar. Também é bem verdade que o que vou falar aqui vale para o Windows Seven em sua versão professional, mas mesmo as versões Starter e Home Edition possui boa parte destas características, apesar delas, para mim, não atenderem. E diferente da corrente atual que diz que temos que “colorir a interface gráfica”,eu tenho uma preferência justamente contrária, preferência esta que explorei no Windows Seven e descobri o seguinte:

  • Ainda é possível rodar programas mais antigos, como alguns que foram feitos para windows 3.11, windows 98 e seguintes. E mesmo se algum programa se mostrar completamente incompatível, basta a instalação da máquina virtual da microsoft com Windows XP, para que programas antigos incompatíveis rodem no windows Seven.
  • Ele sofreu vários avanços gráficos até muito interessantes, mas quem prioriza praticidade, pode ainda optar por deixar o windows com “cara de Windows 98”, o que economiza memória, aumenta consideravelmente a performance e o deixa compatível com programas mais antigos. Ou seja, ele consegue agradar todos os gostos de usuários, desde o anseio por inovação dos novos usuários, até a necessidade de padronização e compatibilidade necessária aos antigos usuários.
  • Os atalhos usados para acessar os recursos do Windows permanecem, novos atalhos foram incluídos, o que aumenta a praticidade na navegação via teclado. Quem trabalha com notebook (e netbook) e ainda por cima trabalha com programação sabe que o mouse as vezes fica encostado no canto, e neste caso ter atalhos é muito importante.
  • A opção de miniaturas foi amadurecida e permite ajudar o nível de zoom de forma personalizada. Assim, é mais fácil definir um tamanho de visualização de ícone que nos atenda melhor.
  • A suíte de ferramentas integradas melhorou muito: O Wordpad ficou bem parecido com o Word, do pacote office; O Paintbrush ficou mais atratívo, com zoom mais inteligente; O windows Movie Maker agora funciona bem; A calculadora do Windows agora tem modos: Científico, programador, estatistica e padrão ; Existe o serviço de fax e scanner, que agora funciona de verdade; O Notepad ganhou um rodapé, que se for habilitado, permite ver a linha e a coluna do cursor; Existe uma ferramenta para quem tem tela toutch screem; Dá pra usar o diário do windows;
  • Pude instalar, até o momento, todos os aplicativos freeware que me acompanham ao longo dos anos, sem problemas, como o IrfanView, Mp3 Direct Cut, GIMP, Virtual Dub, C Cleaner, Google Earth, enfim, como disse, ele ainda continua fazendo o que sempre fez, e isso é o que eu mais valorizo em um computador Pessoal;
  • O Conjunto Hardware+Software normalmente custa bem menos que um Mac equivalente. Mesmo reconhecendo que os produtos da apple são em certo ponto (Vejam bem, eu disse CERTO PONTO) de boa qualidade, é aquele negócio: É bom, mas tem seu preço.  Quem não pode pagar caro, vai de barato mesmo, até porque, até então, me atende muito bem.

       Se você estiver exclamando: “Puxa, mas essas é que são as ‘vantagens’ que ele enchergou no Windows Seven?”, você talvez não tenha entendido o ponto de vista que eu defendo: Muita gente tem computador como uma coisa “bonitinha” para se divertir ou mesmo passar o tempo, e no meu caso, eu o tenho como ferramenta, e ferramenta não tem que ser bonita, tem que ser prática! Hoje em dia me assusta ver que cada dia mais temos processadores com mais núcleos, mas mesmo assim eles não dão conta dos novos recursos, justamente porque hoje em dia boa parte do processamento é gasto com “beleza” e “perfumaria” da interface gráfica do Sistema operacional. Não usamos o computador como há anos atráz, como um centro de processamento de dados. Eu vejo um computador como uma ferramenta cientifica, não como um “adorno”, e por este ponto de vista, é importante que ele seja compatível com o que já fizemos. Claro que eu também aproveito o fato do computador ter se tornado uma “máquina-faz-tudo”, por exemplo, neste exato momento que redijo estas linhas, meu player está reproduzindo uma música, conectado à internet, baixando meus emails, ou seja, eu também uso o computador como lazer.  As vezes, eu o uso até como estação de jogos. Mas quando quero usar ele para uma atividade séria e profissional, quero ele processando a informação rápida, e não “desenhando” transições e fazendo suavizações de canto de tela.

     Outro fato que deixo claro é que mudança por mudança é “moda”, e eu não sigo a moda. A medida que um recurso se mostra interessante, prático e útil, eu vou aos poucos passando a usar. Não faz sentido usar um recurso “só porque é bonitinho”. Eu ainda uso o “alt+tab” antigo, não uso o recurso de “pinar” um ícone na barra, ainda uso o “Quick Launch” (aquele local onde ficavam os ícones do word, excel, e outlook) porque acaba que era exatamente isso que o quick launch fazia, mas poucos sabiam como fazer, e eu sei como fazer, só isso. E eu admito: A nova forma de trabalhar os programas com a interface “ribbon”, apesar de facilitar o uso dos programas pelos novos usuários, está forçando os usuáriuos mais antigos a ter que reaprender a usar o computador.

     O Windows Seven ainda pode ficar 10, pois existe uma coisa que “incomoda”: O excesso de incompatibilidade de drivers. Eu já postei isso no passado e volto a insistir: Tem muito wardware sendo “obsoletado” pelo Windows Seven, e isso é um absurdo nos dias de hoje,  onde lutamos por diminuir o descarte de equipamento que ainda funcionam e nos atendem perfeitamente, o que reforça o obsoletismo. Eu sei que isso vem do fato de que várias coisas mudaram no coração deste Sistema Operacional e da nova política da Microsoft de fiscalizar os drivers desenvolvidos por terceiros, pois uma das coisas que mais queimou a reputação do Windows foram os drivers mal feitos fornecidos por terceiros, mas deveria ter alguma forma da pessoa optar por usar um driver antigo, mesmo “não certificado”, como era no Windows XP, porque isso as vezes é necessário, e os fabricantes de equipamentos antigos não irão reescrever os seus drivers para os equipamentos mais novos. E finalmente, para os adeptos a  Mac: Mac não trava não é porque ele é assim tão bom, é porque quem desenvolveu o hardware, o sistema operacional e os periféricos, são pessoas da mesma empresa. Queria ver se a Apple tivesse que trabalhar com os vários fabricantes de hardwares internos de terceiros, se o sucesso do MAC seria o mesmo (pendrivers, impressoras e equipamentos “removíveis” não contam). Acredito que não. Ainda teremos mais uns 10 a 14 anos para trabalhar com esta nova versão do Windows, e com isso, teremos ainda algum tempo para nos adaptarmos à estas novas características. E até lá, vamos indo de Windows Seven.

Windows Seven Starter: Limitar sim, mas até o papel de parede?

março 30, 2011

Tenho que postar aqui um dos maiores absurdos comerciais que eu já vi no mundo da microsoft.

Recentemente, adquiri um netbook Acer Aspire one com o Windows 7 Starter instalado. Eu, já de inicio, tinha ciência das limitações do mesmo, e sinceramente, com todas elas, o sistema me atende, afinal, a idéia é a de um computador compacto, portátil, extremamente leve e que rodasse programas windows. Tudo isso está atendido de forma satisfatória no windows 7 starter, e recomendo netbook para quem precisa de uma máquina leve, que atende a necessidade básica de ter um PC para fazer coisas de PC.

Mas…

Mas aí vem as limitações “absurdas” que a Microsoft resolveu impor ao Seven Starter:

  • Não exibe os recursos do Aero bar (o que pra mim era uma frescuragem mesmo, não fez falta nenhuma);
  • Não alterna entre usuários sem fazer logoff, ou seja, para trocar de usuários, tem que fazer logoff  (bom, só eu mesmo uso o netbook, ok, sem problema);
  • Suporte à multi-monitores (apesar de ser realmente útil, sem problema, vivo bem sem);
  • Sem suporte a reprodução de DVD (ok, nem Driver de DVD ele tem, sem problema);
  • Sem suporte de domínio para usuários corporativos (ok, nenhuma falta até agora, considerando o meu uso);
  • Sem suporte ao XP mode (considerando que só a versão professional e a ultimate tem tal suporte, era esperado que a versão starter não tivesse suporte, o que faz falta, mas dá pra ir levando…);
  • Sem suporte a streaming de áudio e vídeo de outro PC (também não uso isso);
  • Sem suporte à exibição das miniaturas dos ícones (êêê…. Começou…)
  • Sem opção de alterar a imagem do desktop (Agora sim apelou!).

 Estes dois últimos recursos não presentes no Windows Seven Starter, chegam a ser absurdos! Eu explico:

  • O suporte à alteração da imagem do fundo de tela vem desde o Windows 3.11, e este recurso não suga 0,01% de performance da máquina, e nem é nada assim que, possamos dizer “é um item que exigiu um trabalho árduo de software”. Não permitir trocar o papel de parede do windows seven starter é a mesma coisa que falar que a versão básica de um carro vai ter uma tinta que impede você de colocar etiquetas adesivas em seu carro. Simplesmente não faz sentido (uma boa sugestão para o Felipe Neto fazer um vídeo, por sinal).
  • O suporte à miniaturas de imagens vem desde o Windows 98, não ter ela no seven starter também tem o mesmo teor do comentário acima, ou seja, é um extremo absurdo. E sendo assim, porque então ter visualização de ícones extra-grandes no Explorer do Windows 7 Starter?

Eu tenho visto alguns vídeos no Youtube, promovidos pela Apple, denominados Mac vs PC, onde o pessoal da Apple faz comparações e críticas ao PC, Windows e Microsoft, o que ainda vai render outro post, acredito eu. Mas uma coisa é verdade: Esse lado da Microsoft, de vender “software limitado” para reduzir custo, não existe. Gente, vamos deixar claro uma coisa: Toda empresa de programação vive de software, mas quando ela lança algo no mercado, ela já gastou com desenvolvimento, isso é fato! Então, pra quê lançar versões assim tão limitadas? Bota o preço normal do sistema operacional, disponibiliza a versão completa  e pronto! Depois eles perdem mercado para Mac e não entendem o porquê…

Provavelmente irei fazer um upgrade da versão do Windows de meu netbook assim que puder, ele merece fazer mais do que está sendo feito. Mas que a microsoft deu uma pisada na bola legal, ah, isso sim, e fica claro que é exatamente isso que ela queria que o usuário do Windows Starter fizesse.

No fim, acabei conseguindo uma forma alternativa de trocar o papel de parede usando um programa de terceitos, o Oceanis Change Background, que pode ser baixado AQUI, no Baixaki.

Imagem Padrão do Windows Seven Starter Edition. Ridícula, não?

Privatização da naturesa

janeiro 15, 2011

Você já sentiu que as coisas boas da natureza, aos poucos estão sendo “cercadas”, ou “privatizadas”? Cachoeiras, campos, florestas, enfim, já sabemos que no Brasil e no Mundo, alguém “tomou” a terra de quem já a ocupava, e tornando-se dono, passou a usar comercialmente a mesma, e o pior, em alguns casos, os recursos naturais existentes como cachoeiras, rios, lagos e etc, simplesmente ficaram inacessíveis. Vários são os exemplos que eu poderia citar. Entretanto, não irei me delongar por hora, pois este post, na verdade, será meu próximo post a respeito. Confira!

O Pendriver Encheu, e agora?

janeiro 14, 2011

      Hoje, quando tentei salvar dados no meu pendriver de 8Giga, me deparei com a seguinte situação: Estava Lotado, nem um byte sobrando, e precisava salvar “mais dados” no pendriver. E então? O que fazer?

imagem do pendriver com nenhum byte a mais

Meu pendriver não cabia mais nada,nem um byte a mais

    E quem nunca passou por uma situação destas? Estar na casa do amigo, precisar salvar um dado no pendriver e não caber mais nada no seu pendriver. Vai aqui algumas dicas que, como foi o meu caso, ajudará a você arranjar espaço no pendriver sem necessariamente perder dados (em alguns casos, permanecendo com exatamente os mesmos dados que ele continha)

  1. Procure arquivos que definitivamente não são úteis no momento – Normalmente, existem arquivos criados por programas do sistema operacional que são temporários, backups ou mesmo pedaços de arquivos. Considerando que no momento você precisa é de espaço, procure estes arquivos e os apague. Entre as extensões de arquivos que podem ser apagadas com segurança estão os arquivos .bak, .tmp, .db, .bkp  . Se seu pendriver tem arquivos com estas extensões, exclua-os sem dó. 

    Extensões de Arquivos desnecessários no pendriver.

    Eu encontrei mais de uma centena destes tipos de arquivos: 

    Arquivos desnecessários encontrados - Mais de 9Mb

      No caso da exclusão de arquivos .db, o Windows irá te informar que os arquivos thumbs.db são arquivos de sistema, e irá te perguntar se realmente pode excluir. Clique em “sim”, pois estes arquivos são os caches de miniaturas das fotos das pastas. Vale também excluir arquivos de nome “cópia de …”, Backup de…” e outros arquivos que são cópias de segurança de arquivos originais. Só este fato já te permitirá liberar um considerável espaço de memória

  2. Procure por arquivos grandes que podem ser apagados – Não raro, nossos pendrivers tem arquivos que já gravamos em Mídia (CD ou DVD), e que podem ser apagados de nossos pendrivers. Use o programa de procura de seu sistema operacional e procure pelos arquivos maiores (com mais de 10Mb, por exempo), mas que você não precisa mais. Considerando que eles liberam muito espaço, (ou pelo menos o suficiente para colocar aquele outro seu arquivo que não está cabendo),  não tenha dó, apague.
  3. Você realmente não pode apagar o conteúdo do pendriver? Precisa dos dados tal qual estão no pendriver? Que tal tentar Compactar as informações? Os programas de compactação como o Winzip, Winrar, 7Zip e tantos outros por aí fazem esta tarefa para você, sem grande esforço. Procure por arquivos de texto (.doc ou .docx), planilhas (.xls ou .xlsx) e todo o tipo de arquivo de escritório, e compacte-os. Copie os arquivos para uma pasta no PC, compacte, exclua os arquivos do pendriver APÓS TER CERTEZA DE QUE COMPACTOU OS ARQUIVOS CORRETAMENTE e em seguida, copie o seu arquivo compactado ( .zip, .rar .7z, etc) novamente para o pendriver. Mas vale lembrar que é bom você ter o descompactador onde você vai levar os dados. particularmente, eu prefiro os arquivos .zip  . Apesar deste formato atualmente não ser o formato mais eficiente para compactação de dados, ele é muito popular, e até o Windows XP tem suporte nativo a pasta compactada no formato .zip. Entre os programas, recomendo o Power Arquiever. Encontramos ele free para Download na internet.
  4. Tem muita foto e muito filme no pendriver? Que tal diminuir um pouco a qualidade? – As câmeras digitais normalmente estão configuradas para trabalhar com uma alta qualidade de imagem e tamanhos elevados. Reduzindo uma foto de 12 Mpixels para 5 Megapixels, e diminuindo a qualidade de 90% para 80%, você consegue, em média, uma redução de 90% no tamanho de uma imagem. Sendo assim, aquela foto que ocupa 8Mb em seu pendriver, pode ocupar apenas 800kb, liberando um espaço considerável. O IrFanView te ajuda nisso, e é de graça!. E se você tem o Windows Movie Maker, se você compactar aquele vídeo da câmera de 700Mb no formato WMV, o tamanho pode cair a menos de 1/3, sem perda de qualidade. Seriam, neste caso, mais de 450Mb liberados!
  5. Procure por coisas desnecessárias, e apague – Não há motivos para você ter as 3 últimas versões daquele software bacana na versão “programa 1.1.26.exe”, “programa 1.1.35.exe”  e “programa 1.2.156.exe” , e também não há motivos para manter no pendriver aquele programa que todo mundo tem. Se você precisa de espaço agora e tem o tal programa em casa, então exclua, e copie ele novamente depois, após transportar o arquivo desejado.
  6. Procure arquivos repetidos – Uma forma simples, é mandar localizar todos os arquivos do pendriver, configurar o explorer para exibir as colunas de detalhes dos mesmos, classificar por tamanho, e em seguida, verificar quais deles tem “o mesmo tamanho”. Não raramente, fazendo isso encontramos arquivos semelhantes em pastas diferentes, e poderemos apagar. Claro, verifique  antes de apagar os arquivos, se realmente os arquivos tem o mesmo tamanho e o mesmo conteúdo. o Winmerge te ajuda a fazer isso!

No meu caso, fazendo o que eu descrevi acima, liberei mais de 360Mb, mais do que suficiente para armazenar meus pouco mais de 5Mb de arquivo que precisava  salvar no pendriver.

Pendriver com espaço sobrando

            E por fim, quando puder, faça um backup das coisas que você tem no pendriver. Esse sim é o método mais eficiente de nunca chegar na condição de “pendriver lotado”. Afinal, nem sempre temos condições e tempo de ficar liberando espaço no pendriver quando precisamos colocar dados nele. O meu eu farei no fim de semana! Ah, e vale lembrar, tudo o que foi descrito aqui vale para suas unidades de HD. Neste caso, usem o C Cleaner, normalmente ele faz isso muito bem, você ficará surpreso com a quantidade de espaço que será liberado de seu HD.

Mundo descartável – O que fazer?

janeiro 8, 2011

      Hoje, quando peguei minha calculadora para fazer uma conta, vi que algumas teclas não funcionavam. Como tenho conhecimentos em eletrônica, pensei: “Bom, não vou jogar fora, apesar de ser barato, se eu jogar fora vira lixo, e pelo que vejo o circuito eletrônico está funcionando, basta limpar!”. Ok, abri a calculadora (uma “Classe”, “Made in china”, comprada em uma loja do meu bairro. O que constatei? Que o problema era que a membrana do teclado se deteriorou, sendo impossível “remendar” a folha de plástico nos quais as trilhas de carbono foram montadas, e com isso, seria impossível consertar a calculadora. Muitos me diriam: “Mas veja, ela custou “barato”! Sim, mas independente de ter custado R$5,00 ou R$50,00 , eu não vejo motivos para uma calculadora ser feita para se estragar a não ser um único motivo: Incentivar o consumismo!

       Vamos voltar no tempo: Na época de nossos avós (ou tataravós), as coisas eram feitas para durar. As pessoas sabiam que as coisas exigiam trabalho para serem feitas, e por isso tinham que ser boas, de qualidade. Também na época, as pessoas não queriam descartar as coisas, porque não havia a tal “coleta de lixo”, por isso, tinham que evitar gerar lixo. Também eram caras as coisas, por isso, era uma boa prática “consertar” o que estragou.

         Hoje os valores são outros: As pessoas jogam fora coisas ainda funcionando porque alguém inventou outra “bugiganga” nova, mais bonita, e tecnologicamente mais avançada!. Ok, eu mesmo gosto disso, sério, quero ter um Ipad, um Iphone e um Iqualqueroutracoisa. Mas tem que durar! Acredito até que estes novos equipamentos durem muito, mas se por algum acidente ele se estraga, para se desmontar o equipamento, é necessário quase que “Destruir o equipamento”. Ele não foi feito para ser consertado, e quando ele estragar, você será incentivado a comprar outro, pois consertar custará talvez mais do que comprar um novo!

           Mas porque alguém iria querer consertar algo, ao invés de simplesmente descartar e ficar com o novo?

           Bom, pra sair fora do bordão “ecologia”, “sustentabilidade”, e outras coisas que no fundo, no fundo, são apenas paliativos para o problema, existem fatos que as pessoas realmente desconsideram: Primeiramente, o “novo” também custa “dinheiro”, ou seja, não vem de graça, e mesmo que custe a metade do equipamento antigo (o que não é verdade na maioria dos casos), ainda assim te fará tirar dinheiro do bolso.  Já por aí, deveria ser um bom argumento a se pensar antes de simplesmente jogar as coisas fora e comprar outras. E por outro lado, por trás das “atualizações” de recursos e funções que os equipamentos novos sofrem – O que até que não é ruim, muito pelo contrário, é bom e não é o problema  – vem a necessidade de aprendizado do uso das novas funções, cuja utilidade é questionável e que é empurrado “Goela abaixo”, sem uma mínima reflexão da nossa parte se realmente seria necessário. A simples manutenção, nos pouparia um tempo precioso que não temos hoje em dia, e mesmo que tal equipamento venha a ser considerado obsoleto, poderíamos continuar a usar ele para o propósito que foi desenvolvido, porque não?

        Trocar de equipamento nos obriga a passar por um novo processo de aprendizado no uso do novo equipamento, Eu, por exemplo, não tenho dificuldades em fazer isso, mas muitas pessoas tem, e as vezes, elas não conseguem usar a funcionalidade básica do equipamento. Vários Celulares hoje em dia são verdadeiros supercomputadores, entretanto, poucas são as pessoas que realmente usam todas as funções. As vezes, funções úteis, como recurso de gravação da ligação não estão disponíveis – O que é uma pena, pois poderíamos gravar s conversas com os atendentes dos SAC’s – mas o programa de identificação da música que está tocando no ambiente e que está “bombando”, está lá, instalado.

E o que deveria ser feito então para saber o que esperar de um equipamento?

           Simples: Toda empresa deveria informar, além do “prazo de garantia” ou de “validade” de um produto, o prazo de vida  útil do equipamento, que é diferente da garantia. Garantia é o tempo que o fabricante garante que o equipamento não dará defeito, independente do uso intensivo ou não do mesmo, sendo obrigado o fabricante a arcar com os custos de manutenção. Já a “Vida útil de um equipamento” é o quanto o fabricante espera que o equipamento dure com uso normal, e que, em caso de defeito durante este período, a pessoa tenha a opção de levar até um representante do fabricante para que ele providencie a manutenção do equipamento, sendo que OBRIGATORIAMENTE, o custo da manutenção não poderá exceder  o valor de varejo do equipamento, a manutenção DEVE ser feita no prazo acordado com o cliente com um limite máximo de, por exemplo, 60 dias, sendo que prazos maiores deverão ser acertados ANTES do fechamento do acordo de manutenção, sob ressalva assinada, e cuja multa por não cumprimento dos prazos deverão ser aplicadas ao fabricante do equipamento.

Porque a necessidade de uma lei tão rigorosa sobre vida útil dos equipamentos?

  • Porque sabendo qual é a vida útil de um equipamento, podemos saber se o preço mais barato de um equipamento compensa a dor de cabeça de, no futuro, ter que levar o equipamento para uma manutenção;
  • Porque teremos a possibilidade de escolher entre os equipamentos que esperamos durar mais, e por quanto tempo ele terá suporte garantido de manutenção;
  • Porque teremos uma idéia de quanto tempo esperamos que aquele equipamento nos sirva, planejando de forma mais racional o seu descarte e a sua obsolescência.
  • Porque forçaria os fabricantes a produzirem equipamentos mais duráveis, como era antigamente.

      Pessoalmente, eu prefiro comprar uma calculadora de R$50,00 que dure 10 vezes mais do que uma calculadora similar, que faça exatamente as mesmas contas e tenham exatamente os mesmos botões, mas custe 1/10 do preço, mas que me fará deslocar e perder o tempo de ir comprar outra calculadora em pouco tempo, e pior, que depois eu terei que pensar aonde irei jogar este lixo no qual o equipamento se tornou. Só que hoje, não sei se exatamente uma calculadora mais cara é sinônimo de durabilidade. A calculadora citada neste texto durou exatos 2 anos, o que só foi conseguido porque eu fiz até “capinha” para proteger a calculadora. Eu tenho também uma calculadora HP, que sei que foi concebida sob normas rígidas de qualidade, e que irá durar por um bom tempo, e que se enquadra nestas condições de exigência minha. Mas mesmo ela, não sei quanto tempo estará funcional, não sei daqui a quanto tempo o plástico dela irá se deteriorar, enfim, não sei qual é a vida útil mínima esperada dela. Seria uma informação interessante para até mesmo eu saber quando terei que pensar em  uma nova calculadora.

      Só para constar, uma reflexão minha: Quando eu era criança eu acreditava que a tecnologia iria fazer com que as máquinas fizessem o trabalho pesado para nós, e hoje, elas realmente o fazem, com perfeição incrível. Elas plantam, montam coisas, tecem, fazem tudo tornar a nossa vida mais fácil, até falam e brincam com nossas crianças. E elas se desgastam (assim como nós também), o que é esperado. Só que fazer as máquinas se estragarem rápido, apenas vai nos tornar escravos do trabalho para conseguir novas máquinas, o que é cada vez mais difícil já que elas fazem nosso serviço. Se elas se desgastam rapidamente, nós nos desgastamos para repô-las. E pra não ficar fora da moda do momento, “A natureza agradece!” Pense nisso!

P.S. Este post sofrerá atualização com imagens, visite regurlamente meu Blog e fique por dentro.

Windows 7: Ainda não está bom…

novembro 27, 2010

     Desde meu último post onde critiquei o novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 7, tenho acompanhado a evolução de uso deste sistema operacional, e sinceramente, o que eu estou vendo é que aos poucos os usuários estão entendendo onde estão os problemas deste sistema operacional. Ele é estável sim, tem uma interface gráfica bem interessante para os novos usuários, tem ferramentas muito boas para internet, para produção de fotos e vídeos caseiros, mas peca no fato de que não existe um botão mágico que permita configurar toda a interface gráfica para funcionar como no velho e bom Windows XP, ou porque não dizer, para alguns, como o velho e bom  Windows 98. Vários amigos meus tem relatado dificuldades na migração para este novo sistema operacional  porque já estavam com o Windows XP configurado como o Windows 98, e agora, para migrar da antiga interface clássica para a nova, o salto é muito grande.  Muitos, obviamente, poderiam criticar: “Mas porque só agora estes usuários acordaram para este fato?”. Eu respondo: Simples, porque reaprender a utilizar uma interface gráfica requer tempo, coisa que nos dias de hoje vale muito dinheiro.

     Vamos voltar bastante ao tempo, para entender a evolução do Windows: Do DOS para o Windows 3.11, houve um salto fenomenal, pois a idéia de menus facilitou muito a vida dos usuários, que saíram das linhas de comando e agora tinham tudo na ponta do mouse – ponto para Microsoft. Do Windows 3.11 ao Windows 95,  a interface gráfica melhorou muito, entretanto, os menus e guias antigos ainda funcionavam como eram no Windows 3.11, e a grande evolução era a barra do menu iniciar –  ponto para a Microsoft. Do Windows 95 para o Windows 98, novas melhorias, que o deixavam mais “pesado”, requeria mais Hardware, mas ainda assim, a Microsoft trouxe novidades, como o Quick Launch, que podia ser desabilitada para quem não queria usar, mas estava lá, e tudo sem mudar o que funcionava: Programas do DOS, do Windows 3.11 e do Windows 95 funcionavam bem, salvo raras exceções, e mesmo as exceções eram contornáveis sem precisar fazer grandes “malabarismos” no Sistema Operacional – Ponto para Microsoft. Do Windows 98 para o Windows 98SE, Opa! Bugs resolvidos, pouca mudança na interface gráfica (apenas alguns acertos na interface gráfica e janelas remanejadas), e aprovação geral dos usuários – Poton para Microsoft.

    Aí veio então o Windows Milleniun… com cara de Windows NT, mas já com um bocado de limitações e regras,  travava mais que o Windows 98 – digo isso por experiência de computadores que davam problema na empresa. Downgrades eram constantemente feitos nas máquinas que vinham com o Millenium. Não teve a aprovação geral , e  os menus e janelas começaram a “mudar de lugar”, obrigando os usuários já experientes com a até então atual interface gráfica, a ter que  procurar aquilo que estava em um lugar e agora era acessado de outro lugar, mas que ainda estavam lá. A interface ainda lembrava o windows 98, mas já sentiamos o cheiro de mudanças – Menos um ponto para a Microsoft.

    Diante deste cenário, surgiu o Windows XP: Era inovador, tinha uma “carinha” mais bonita, mas com meia dúzia de clicks, conseguíamos deixar ele com cara de Windows 98 SE, ou seja, poupavamos o tempo de “ensinar” a nova interface, que aos poucos, a medida que o usuário se sentia à vontade, migrava para a interface nova, um pouco mais pesada. Além da possível configuração de uma “interface” parecida com a do Windows 98, mesmo configurando ele com a nova interface gráfica, ele lembrava muito as antigas versões. E curioso, todas as pessoas que usavam a interface mais moderna, quando eu mostrava que a interface básica era mais leve e mais estável, automaticamente adotavam ela como interface padrão. Os menus ainda estavam nos mesmos lugares, O DOS já não era o mesmo desde o millenium e programas mais antigos já precisavam de emulador de DOS para rodar de forma correta. Mesmo os programas para Windows 3.11 e Windows 95 precisavam rodar em modo de compatibilidade para funcionar sem problema, mas tudo bem, funcionavam. E o grande ponto que fez com que as pessoas realmente preferissem o Windows XP: Travava muito menos, e o control+alt+Del realmente  funcionava – dois pontos positivos (a interface retro-compatível com Windows 98 e menos travamento) e um ponto negativo (nem tudo rodava bem mais). Saldo – um ponto positivo para o Windows XP. Claro que existem muito mais observações a serem feitas, mas aqui mostro apenas meu ponto de vista como usuário, não como programador ou desenvolvedor. Como programador, a minha crítica ao Windows XP era: Porque vir com tantas portas abertas? Nunca na história de um sistema operacional o tal do “autorun” dos pendrivers encheu tanto o saco… foi o meio mais usado para disseminar virus (E ainda o é), e quem queria “fechar as portas” do autorun do Windows tinha que botar a mão na massa para pesquisar e ver o que tinha que ser configurado para desabilitar o Autorun. O Tweak power toys ajudou nesta tarefa, mas somente foi 100% eficaz depois de um monte de patchs e instalações de atualização de segurança

      Aí veio o Vista… Começou a “complicar” a coisa… O windows XP sendo considerado “velho” (mas plenamente funcional) tinham que mudar “algo”. E de cara, vieram problemas de drivers, tudo tinha que ter a tal da “permissão do administrador” por padrão, enfim, para o usuário comum, e mesmo para o avançado, era “um saco” ter que clicar num botão para confirmar que eu realmente queria fazer algo no PC. O mais interessante é que com tudo isso, ainda estava vulnerável, pois o problema não era só o usuário clicar em algo e este algo se instalar: É o sistema permitir que seja Instalado algo sem nenhuma ação desejada pelo usuário. Esse sim sempre foi o maior problema. E a interface Gráfica já era toda nova, o retrocesso ao Windows 98 (ou windows XP) já estava comprometido – Menos um monte de pontos para a microsoft.

     Chegamos então ao Seven: Tudo travado, Menus e telas em locais totalmente diferentes por conta de uma interface gráfica nova, compatibilidade de software e drivers restrita, não roda bem em máquinas com poucos recursos, mesmo podendo ser instalado em máquinas que rodam o Windows XP, os drivers do XP não são compatíveis com o Windows seven, pessoal dando as mais diversas desculpas para a mudança da forma com que os drivers funcionam, mas o que ninguém me respondeu foi: Como um sistema operacional em sua versão mais nova pôde deixar de usar um driver que funciona excelentemente bem no Windows XP? Não fez sentido para mim.

    Daí eu chego ao link abaixo que mostra que as pessoas estão começando a perceber estes e outros problemas. Em tempos, o que eu digo é que: Entendo que um sistema operacional TEM que evoluir, mas evolução não significa mudança radical de interface gráfica, e muito menos descompatibilidade”, e  este é um conceito errado. O que o usuário quer é poder usar o sistema operacional no computador dele com tranquilidade enquanto a máquina for considerada adequada para trabalhar. Se a Microsoft quer barrar a pirataria, ok, ela está 100% correta de o fazer, e eu concordo com isso, mas não é forçando o sucateamento de maquinas antigas que ela vai conseguir isto. O que ela vai conseguir é fazer seus usuários migrarem para MAC ou Linux. No linux, quem controla a atualização do sistema é o usuário. E no mac, bom, na verdade, quem usa MAC  o usa para tarefas bem específicas, e normalmente, quando a interface gráfica muda, o pacotão de softwares que vem no MAC compensam a mudança.

O link abaixo está em inglês, mas nele dá pra ver que além destes fatos acima, ele cita mais 10 motivos pelos quais o Windows 7 ainda não caiu no gosto popular:

http://www.zdnet.co.uk/news/it-strategy/2009/10/09/ten-reasons-windows-7-could-flop-39796447/

     Ainda vale considerar que o Windows Seven vem com todo um pacote anti-pirataria, Ok, acho justo que ela o faça, sabemos que os “windows” de sucesso, por sua vez, foram os Windows mais “pirateados”, ou seja, entendo que ela tem que se protejer da pirataria, pois se deixar livre o povo abusa mesmo. Entretanto, a proteção vai além de itens do sistema operacional: Exitem recursos que impedem a gravação de streaming de audio direto de CD/DVD  para a placa de Som, entre outros recursos. Ok, a principio, quem está dentro da lei, compra seus CDs e DVDs originais nem irão se preocupar com isso, certo? Ok, sim, certo. Entretanto, como ocorreu no passado, quando as mídias de CDs e DVDs comessarem a ser tratadas como “Obsoletas” pelo mercado de volume, e não mais houver gravadores e leitores de CDs e DVDs a preço de banana como hoje em dia, eu quero ver o quanto teremos que pagar por equipamentos especiais de recuperação e backup destes tipos de mídia. Se alguém acredita que estou “delirando”, basta ver o passado recente: As unidades de disquetes não são mais comercializadas nos micros, e mesmo os leitores de cartões Smart Media, populares nos anos de 2000 a 2006, também já são difíceis de serem encontrados. E, um exemplo clássico: Lembram dos antigos “Bolachões”, os Long Plays” (LPs)? Pois bem, é raro ver um equipamento novo à venda hoje em dia, mas ainda encontramos, e com interface usb para ligar no micro. Entretanto, um equipamento destes sai por nada mais nada menos que a bagatela de R$ 600,00 ou mais ou menos barato dependendo de promoções e variações cambiais. Você tiraria do bolso este valor para poder ouvir seus Lps com boa qualidade de áudio? Pois bem, eu ainda pretendo fazer, pois tenho Lps bem conservados em casa. Mas devo admitir que ficou caro ouvir meus Lps, e esse é o caminho que os Leitores de CDs e DVDs irão tomar no futuro.

Retomando o assunto interface gráfica da microsoft, para mim, a Microsoft ainda pode recuperar  o tempo perdido, se ela lançar algum “Service Pack”  ou “Tweak” que retorne para o Windows 7 as melhores características do Windows XP. Sem isso, será muito difícil ela conseguir vender Windows 7 como ela deseja para usuários antigos, e se ela continuar a forçar a atualização de máquina, os usuários “caseiros”  irão despertar para o Linux. Acho que a Microsoft se sente segura de que não perderá mercado com isso, pode ser. Hoje em dia, quem instala Linux, acaba que tem que instalar Windows também em modo dual boot, porque existe uma enorme gama de programas comerciais que somente rodam em windows. Será então que essa “zona de conforto” da microsoft pode ser abalada? Honestamente não sei. Acho que depende apenas das atitudes dos usuários.